EU


Decifra-me em incognitas,


devorar-me nas poesias,


abster-me no pensamento,


incalculáveis são os meus segundos...


Transgredir-me na luz


perpetuar-me nas palavras,


estender-me pelos versos.


Insuportável  a decisão


de ser...ter...de querer...


Envolve-me na música,


intensifica-me na luz,


expõe-me aos teus desejos,


a loucura insana do meu prazer...


O INEXPLICÁVEL POETA..



SORAIA (CIGANITA)


 














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Esta página faz parte do prêmio dado pelo Recanto dos Blogs a nossa amiga soraia vencedora do concurso realizadodo dia 10 à 20 de outubro de 2008 na categoria intermediaria. O layolt e o html são exclusividade de Dado e Glaci







UM SONHO


Um pensamento fonado invisível,
vindo inesperadamente do nada,
de forma reeditada e eloquente,
um jogral romanesco irreal,,
me faz ficar irradiante.

Esboços títulos competentes,
esbarro em palavras para o co-autor,
sem censura escrevo verso censual,
bloqueio meu ilusório
paras as coisas sensuais,
relevo e levo fantasticamente
minha vida imaginosa.

Improviso impulsivamente,
as flores do meu jardim,
finto uma rosa amarela,
descanso a beira do rio...
filosofo a natureza costumeira,
uma cortesia do sistema.

Descalça e solta divago,
cabelos ao vento me entrego,
ao calor do dia...
Imobilizo minhas horas,
inevitavelmente para esse cenário,
supero a minha vontade de voar,
mas abro os braços para o universo,
como se fosse abraçar o  infinito,
dos meus instantes paradoxos.

Obsecada pelo sonho estêncil,
me recuso a acordar apressadamente,
então faço um intercâmbio
com a realidade e o sonho,
divido em gomos flexível,
menciono um nome nômade
a uma fantasia aflorada.

Vagarosamente abro meus olhos,
o sonho desaparece na noite,
o amanhã determina meus minutos,
fito a claridade exótica,
da minha vida secundária,
me levanto fisicamente,
começo a estenografar em poesia
a história noturna...
abandono essa sensaçao estável
e saio para o real...

Soraia
Ciganita



 

 

TRISTEZAS

 

Sentidos duplicados! Tristezas e alegrias sentidas nesse meu agora.

O que faço? Senão procurar algo que não existe! Doce melancolia.

Doce euforia! Aurora feito drama. Cortinas de nuvens! Vou embora.

Velha fotografia! Minha companheira! Nada me apraz! Nem essa agonia.

 

Vou lembrar-te a vida inteira! Ó infinita tristeza! Não me faça chorar! Cansei.

Eu sinto que vou sofrer por uma solidão que jamais ousei a ter! Onde está você.

Tanta magoa! Tantas águas em vão! Ah! Eu te amei! Eu sei! E como sei.

Que volte a flutuar no vento, o meu momento de paz. Faço a lista e um dossiê.

 

Hoje eu choro! Meu infinito é irremediável! Meus segredos estão guardados.

Eu acredito que a lua vai me acordar discreta e mansa! Aquela que me ronda.

O que me espia nessa noite fria? O que me aquece nesse inverno inválido.

Quem me quer? A lua?! Meu amor onde está você que não vem me ver?

 

Meus passos! Abandono de um vácuo! Nada vejo! Nem o toque de suas mãos.

Quero ter você bem perto de mim! Nesse céu aberto! Nessa noite escura.

A saudade vai invadir meu peito! Eu choro por estar dentro do meu coração.

Mas só eu sei! Só eu te amei! Selo meus lábios diante de minha procura.

 

Lágrimas rolam! Rola a tua ausência! Essa minha incoerência em sonhar.

Sonhar! Sonhar! Não querer acordar para um universo qualquer! Volte.

Meu rosto desfalece ao te ver sumir nas sombras da minha solidão. Pelo ar.

Minha pele arrepia de desejo! Eu penso em tua dimensão! Faz-me! Solte-me.

 

A minha cama está vazia! Minha alma te quer! Eu te chamo! Estradas de ilusão.

Eu só vim aqui para lhe dizer que não sei viver sem você! Quero sua carência.

Não se esqueça de mim! Venha! Dá sua canção para alegrar esse meu velho coração.

Estou cansada de sofrer! À toa! A esmo! Ao leu! Entre na minha freqüência.

 

Tristezas! Meu drama descoberto pela inocência de um grande amor inexistente.

Existe dentro da minha solidão! Um grito! Cadê? Cadê! Bem que te quis assim.

Desfaleço eu sei! Mínguo de paixão! Eu solto a voz para que me encontre! Tente.

Tente me achar! Escondo esse meu amor! Escondo pra te encontrar! Escondo de mim.

 

SORAIA

 



- Postado por: rosas às 23h47
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